Já tá sabendo que o Miguel Pupo passou um tempo na Indonésia, né? O paulista foi até o outro lado do mundo buscar as melhores ondas para se manter em forma, depois da lesão que sofreu no tornozelo. O resultado você vê agora…. e no decorrer do champs. Confere:

“O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo (…)”, já previa Gilberto Gil em sua composição ‘Aquele Abraço’. E esse ano o Rio continuará sendo… a parada brasileira do circuito mundial. Convenhamos que os quesitos clima tropical, paisagens exóticas e altas ondas contribuem para a escolha.

O Rio Pro 2013 abre sua primeira chamada no dia 08 de maio e o campeão da terceira etapa do World Tour poderá ser conhecido até o dia 19 do mesmo mês.

Pelo terceiro ano consecutivo, o campeonato será realizado na cidade maravilhosa, e dois brasileiros já mostraram que podem sim vencer em casa. E olha que esse ano o time é grande e as possibilidades maiores ainda. A sede por vitórias não cessa.

Então, saiba o que se passa pela cabeça dessa nova geração antes da etapa começar:

Miguel Pupo

O Rio Pro será a primeira etapa de Miguel Pupo este ano, por causa da lesão que sofreu no tornozelo. Mas o garoto já avisou que está preparado para sua primeira atuação no tour. Para manter a forma, e pegar o rip, Pupo se tocou em uma trip para Indonésia, onde pegou altas ondas. “Ainda sinto leves dores, mas fui alertado de que isso seria normal. Afinal, 2 meses e meio parado é bastante”, disse Pupo, já recuperado da lesão, depois de muito trabalho com seu fisioterapeuta, Eduardo Massucato, e preparador físico, Arthur Vargas.

A partir de agora o negócio é ir com tudo, passando as baterias e mantendo o foco. A família estará presente, dando total apoio ao Miguel. “São pessoas muito importantes para mim e estão sempre me ajudando. Devo tudo a eles”. Além da família, a torcida é um fator que ajuda muito, principalmente em baterias mais apertadas. Pupo quer ver a praia cheia, “para apoiarem todos os brasileiros”.

Sobre a visão que os gringos têm dos brazucas, Miguel afirma que eles “mudaram a opinião após a nova geração brasileira. Todos nós estamos sendo respeitados e muito bem tratados pela mídia internacional. Acho que daqui para frente só vai melhorar”.

Quanto ao quiver escolhido, vai depender muito das condições do mar, mas se for no arpoador vai usar a 5’11 swallow, “com certeza”. “Neste momento posso dizer que vou feliz de poder voltar a colocar a lycra de competição novamente e sentir aquele frio na barriga”, sabemos que sim, Pupo!

 

Filipe Toledo 

Filipinho está treinando muito para a etapa do Rio e não deixa nenhuma manobra de fora. Surfa quase todos os dias em Ubatuba, litoral de São Paulo, e não dá mole para o preparador físico, David Prates. Quanto a competição “em casa”, Filipe está bem confiante. A família estará presente, o que deixa o paulista ainda mais tranquilo.

E se o assunto é praia lotada? “Isso me instiga mais ainda. Ir pra bateria e ver toda aquela galera, toda aquela energia… me faz querer surfar mais”, já avisa o garoto. Os gringos já estão olhando essa geração com outros olhos, e segundo o Filipe, vão ter mesmo é que engolir, pois os brazucas vão ir com tudo nessa etapa.

Quem está doido pra ver o show de Filipe, pode ficar tranquilo. O garoto está quebrando tudo nos aéreos de back, “isso é uma carta na manga”. O quiver do paulista será formado por uma 5’9, 5’8 e 5’11. Agora é torcer pra rolar as esquerdinhas do Arpex.

 Daniel Smorigo

Alejo Muniz

O surfista de Bombinhas, Santa Catarina, está sempre pensando positivo e espera que a etapa do Rio seja muito boa para todos os brasileiros. Para chegar preparado na terceira etapa do tour, Alejo fez uma paradinha na Indonésia, para testar o quiver novo, além de manter o rip.

O pai, Rubão, estará presente para apoiar e prestigiar Alejo. Nada como um incentivo a mais. “Isso me ajuda muito. Me faz sentir em casa, em um ambiente familiar”, afirma o surfista. O apoio da galera nas praias cariocas também incentiva os brazucas na hora do mano a mano.

Quanto a nova fase do surf brasileiro, é claro que veio pra ficar. “Nós sempre tivemos ótimos surfistas, mas eles nunca tiveram tantas oportunidades, nossa geração foi mais preparada, tivemos mais oportunidades de viajar antes, e evoluir mais. Acho que é só uma questão de tempo para termos um campeão mundial”. Belas palavras.

Já o quiver, se completa com pranchas DHD, entre 5’11 e 6’2, um total de 8 naves. Alejo está preparado e andou treinando manobras novas, quem sabe não rola novidade nas baterias? Só assistindo pra saber.

Daniel Smorigo

Foi unânime. Os brazilian storms estão vindo com tudo para essa etapa e querem ver Arpoador clássico, praias cheias, muita energia e brazuca no pódio. Agora é torcer e esperar o show começar!

A StabMag lançou uma lista das oito marcas pessoais mais poderosas do surf. Todos usamos marcas específicas para nos incluir em algum grupo com o qual nos identificamos. Mas nosso jeito de ser, agir, andar e falar continua sendo o mesmo. Mudando o ângulo deste olhar para o surf, percebemos marcas humanas, que cultivam sua imagem e através dela se fortalecem.

Cabelos armados, cacheados e dourados, alto, magro, olhos de um azul penetrante e um cavanhaque igualmente dourado sempre presente em seu rosto fino. Matou a charada? Sim, Rob Machado. O surfista que sabe usar como ninguém a chave para um estilo consistente. Tudo nele soa perfeito, do seu cabelo até sua caligrafia e do seu discurso a simples troca de cordas em um violão.

Foto: Rafael Rocha

Ele não poderia ter ficado de fora desta lista, afinal, não faz esforço algum para ser quem é. Apenas faz seu trabalho por paixão ao estilo de vida que leva. Quem não conhece Rob Machado?

Foto: Rafael Rocha

Foto: Rafael Rocha

Foto: Rafael Rocha

Foto: Chris Wellhausen

 

Miguel Pupo torceu o tornozelo direito treinando em Maresias, onde mora, no final de janeiro. “Eu estava mais ou menos um metro e meio acima da onda. Somando ao tamanho da onda eu ia cair de uma altura de 3 metros no seco. Me estiquei para tentar alcançar a prancha e torci (o tornozelo) para dentro. Acabei encostando meu peito no tornozelo”, explicou Miguel.

Devido a lesão, Pupo não pôde correr a primeira etapa do WT, na Gold Coast. A esperança era de que o paulista se recuperasse para a segunda etapa do campeonato, que aconteceria entre o final de março e início de abril, em Bells Beach. Mas Pupo ainda não estava cem por cento para a competição.

Depois de três meses se cuidando, à base de muita fisioterapia, a notícia não podia ser melhor: Miguel está RECUPERADO e já se mandou pra Indonésia. O paulista quer ficar no rip pra disputa do Rio Pro, terceira etapa do WT, que acontece na cidade maravilhosa em maio.

Dá uma olhada no que o paulista aprontou:

O Nic é novo na equipe, e vem de Portugal. Para que você possa conhece-lo melhor, fizemos algumas breves perguntas, que você confere a baixo:

Melhor lugar para se viver na Europa e por quê?

Praia Grande Sintra, Portugal. Por ter meninas no verão e boas ondas no inverno!

Melhor lugar para encontrar sua futura esposa?

Provavelmente no meu país mesmo. Não há nada melhor do que o requinte de uma mulher portuguesa.

Melhor refeição depois de surfar o dia todo?

Com certeza sushi.

Qual foi a sua primeira prancha de surf?

6’0 “Energia Tropical.

Qual a sua primeira trip de surf?

No Quiksilver Crossing em 2004, no Caribe.

Qual foi o melhor lugar para o surf neste inverno?

Provavelmente a Irlanda em meados de janeiro.

Qual dimensão de prancha você prefere?

5’11 “18″ 3 \ 8 2 “1 \ 4

Pior sessão deste inverno?

A temporada havaiana foi um choque completo.

Qual é a próxima viagem?

Chileeee, não posso esperar para ir lá!

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