Evan Geiselman no Reef break de Canggu, ao sul de Bali, Indonésia.

Evan Geiselman no Reef break de Canggu, ao sul de Bali, Indonésia.

canggu

Biel  2

O surf te fez perder os cabelos?

Com certeza!!! E tá fazendo até hoje!!!Mais alguns anos e estarei que nem o Kelly Slater,pelo menos no ”estilo capilar”.ahaha

Nesta copa, pra qual Paniquete você toca a vuvuzela?

Acho que a Juju merece uma vuvuzela MUITO BEM tocada!!!

Por que optou pelo freesurf?

Por ter mais destaque na mídia,fazendo com que o retorno para o patrocinador seja muito maior!
Sem falar que não tem aquele estresse de competição,não precisa correr campeonatos em condições ridículas!!Muitas coisas,mas essas são as principais!

Suas maiores conquistas aconteceram fora do Brasil ou fora?

A principal,foi fora do Brasil,na Califórnia,quando fui campeão do Circuito da cidade de Huntington Beach,chamado HB Surf Series,na categoria Junior,um circuito com grande prestígio na California!

No seu Orkut diz: Sou um fenômeno. Sendo da mesma família do
fenômeno, não é muita barriga pra pouca maria parafina?

Éééé né?! Mas acho que a gente consegue administrar as poucas que tem.

O site surfline publicou uma foto sua dizendo que a flexibilidade dos
surfistas do Rio é maior por causa do calor da água. Será que os caras
tão de sacanagem ou não tem jacuzzi na Califórnia?

Eles com certeza falaram isso brincando..Não é possível..E o que não falta lá é Jacuzzi!!!
E não é sempre que a água aqui é quente. Estão achando que as praias do Brasil são que nem no Nordeste,com água que parece aquecida o ano inteiro?! Ai ai,esse gringos..mas tudo bem,se eles souberem que o Rio de Janeiro fica no Brasil, já é um grande avanço… ahaha

Você edita as fotos dos seus aéreos no photoshop ou quer que a gente
acredite que não é montagem?

Bom,o objetivo era fazer as pessoas acreditarem que é verdade,mas acho que não deu muito certo né?!
Exagerei um pouco na altura dos aéreos,mas vou tentar me conter da próxima vez,pelo menos vou tentar!

Você participou de um programa da zona de impacto em que homenageia os
jogos Pan americanos de uma forma descontraída. Vendo a situação
destes atletas, o que você aprendeu?

Nada. Não tive contato com eles. E nas filmagens éramos um bando de idiotas juntos querendo fazer alguma coisa engraçada para aparecer na televisão!!!
hahhaha… Pelo menos foi divertido… haha

Em suas entrevistas você sempre fala do filme “O Ilusionista” , por
que essa paixão? O que você viu e a gente não?

Cara,eu achei esse filme sensacional… Um filme que você tem que prestar atenção em todos os detalhes!Um piscar de olhos e você pode não entender o resto do filme. Sendo que o final,é genial!! Com certeza um dos melhores filmes que já assisti na minha vida! E eu vi a Jessica Biel pelada,vocês não…foi mal!! hahaha

Trestles ou Recreio?

hahaha..Recreio sem dúvidas!! Agora podem me internar!

Você sempre surfou no Recreio, ou também matava aula?

No Recreio E matando aula!! Mas só quando podia né?! Então mulecada,nada de matar aula pra surfar,só quando o mar estiver clássico hein?!

Morando tanto tempo na Califórnia, que diferenças você viu entre os
gringos e nossos surfistas?

Muito apoio.O surf na Califórnia é como o futebol aqui no Brasil..Eles tem uma ótima estrutura e as vezes até uns surfistas ”mais ou menos” acabavam se destacando,por ter um grande suporte por trás deles… Mas só na questão financeira mesmo,pq no talento, é praticamente a mesma coisa!

E as gringas?

Meu Deusssssss!!! Fenomenais…Lindas de rosto,peito tudo maravilhoso…só faltava mais carne né,mas ninguém é perfeito!!Mas elas estão bem perto disso!

Qual o significado de Surf e Hurley?

Surf é nome de sabão em pó e Hurley é o sobrenome do dono da marca!!haha
Mas então, surf é um esporte que além de ser muito prazeroso, é bastante saudável e que me trouxe muitas alegrias e me fez realizar muitos sonhos! Sou muito grato por ter escolhido o surf e agradeço muito a Deus por ter me dado talento suficiente para poder viver desse esporte. Hurley, com certeza uma potência mundial no mundo dos esportes e que significa, na minha opinião, liberdade de expressão, pois eles te apóiam pelo o que você acredita que seja certo e não definem o que é certo ou errado! É mais do que uma marca, é uma família,onde todos tem sua contribuição, mesmo sendo de formas diferentes,fazendo com que a ”família” cresça cada vez mais!
É, acho que é isso!

O cara voa alto mesmo, isso ninguém tem dúvida. Quarta feira tem a entrevista Lado B com essa figura!

Fotos: Gabriel Garcia

Rob Machado esteve em São Paulo no mês de julho para um show sensacional que fez com sua nova banda: Malali Band. Aproveitando a vinda de Rob para o evento, fizemos essa entrevista exclusiva com o ídolo mundial. Depois de algumas cervejas e um show exclusivo para o pessoal da Hurley e alguns convidados , Rob soltou o verbo e falou sobre sua infância, influências, pranchas e viagens pelo mundo.

Rob quais são as memórias que você guarda de seus tempos de criança na Califórnia?
Com quem você andava, como era o Surf naquela época? 
Eu tive a sorte de crescer em um lugar legal, com bons amigos – alguns deles eu toco hoje em minha banda- e isso é muito legal. Desde pequenos estivemos sempre juntos, surfando, tocando e nos divertindo.

Qual era o seu pico predileto?
Swamis (Point Break em San Diego, CA). Eu morava muito perto de lá, 500 metros do pico. Então todos se encontravam em minha casa depois da escola.

Você matava aula pra surfar?
Nunca.

Nos dias Flats, o que vocês faziam?
Andávamos de skate, mas no estilo surf, cavando e rasgando por aí. Hoje em dia não ando mais, porque eu sempre me machuco, mas gosto bastante de olhar. Prefiro a água, muito melhor. Na verdade, sempre tinha uma valinha por lá e conseguíamos surfar.

Quando você começou a sua procura interior, para descobrir quem é Rob Machado e qual o motivo da sua existência?
Sempre esteve preseten. Eu vivia para o WCT, competi por 10 anos e quando eu sai do tour me dei conta que estaria em um lugar melhor afastado das competições. Então eu aprendi a surfar novamente, aprendi como me divertir surfando. Usei pranchas diferentes, fiquei livre de novo sem pensar em números e notas.

Que prancha que mudou toda sua linha de surf?
Minha primeira prancha foi uma monoquilha. Minha segunda prancha foi uma biquilha e minha terceira prancha você já sabe. Mas a que mudou mesmo foi uma Al Merrick, que foi shapeada para o Kelly Slater, mas eu roubei dele. Eu tinha 15 anos e peguei essa prancha dele, que mudou totalmente meu estilo dai pra frente.

E agora é o Kelly que pega a Robber de você?
Sim, sim. Ele adora roubar minhas pranchas.

Durante todo esse tempo como surfista, você esteve em contato com muitas culturas. Com qual você esteve mais conectado? Qual você escolheria para trazer à sua vida?
Acho que neste caso eu sou único. Minha vida, meu trabalho, seja lá como você quer chamar. No que eu faço tenho que viajar pelo mundo e experienciar todas essas culturas. Não é muita gente que faz isso, você imerge nessas culturas, respeita elas. Sou muito cabeça aberta quanto a isso. Não acredito, nem sigo nenhuma religião. Quero estar fora de qualquer rotulação e poder enxergar de fora os seus pontos de vista, respeitando os rituais e tudo mais. Tenho uma mente aberta, isso é algo muito especial que recebi durante minha vida. Devo tudo isso aos meus pais, que sempre viajaram comigo e me incentivaram a ir atrás de tudo que eu queria.

Qual foi a primeira vez que você esteve no Havaí e o que mudou desses anos pra cá? O que você mais sente falta?
Primeira vez que fui ao Havaí eu tinha 12 anos, mas fui apenas à costa sul. Minha primeira viagem ao North Shore foi aos 15 anos com um amigo. É muito estranho, cara. Se você pensar, isso era em 88, quase 22 anos e o North Shore não mudou nada, os mesmos mercadinhos. Pelo contrário, até perdeu alguns lugares: o restaurante brasileiro em Rocky Point se foi, Cammys Market se foi. Todos esses lugares que eu costumava comer se foram. Algumas coisas cresceram, mas quase tudo continua o mesmo. O Havaí continua alucinante. Quando você pensa naquele lugar, é um pedaço de terra tão pequeno, mas que tem tanta coisa maravilhosa: altas ondas, gente feliz.

The Drifter tem uma trilha sonora muito zen, assim como você é. Como foi o seu envolvimento com a escolha das músicas?
Foi muito importante pra mim. Nós formamos um grupo: Chat Davis, Taylor Steele e eu. Todos somos de lugares diferentes. Eu vivo meu mundo, Stelle conectado com o mundo dos filmes de surf, Chat vive o cenário da música. Então iniciamos nosso site na internet, que podemos colocar músicas e mostrar uns aos outros. Coloco uma música e mando uma mensagem: ‘Steele, dá uma olhada nisso’. Dai conseguimos esse maravilhoso acervo musical com muita música boa e fomos escolhendo as músicas até chegar na fórmula perfeita. Eu amo essa trilha, demorou anos pra terminarmos e dou muito valor ao trabalho.

Você passou meses na Indonésia filmando The Drifter, acampando e vivendo como um nômade. O que você tirou dessa  extraordinária experiência desse povo sempre está contente, sorrindo e vive uma filosofia zen que serve de exemplo ao mundo?
Foi uma época muito louca da minha vida. Foi como um recesso, tudo estava um caos e eu queria repensar minha vida, então dei um tempo. Como você disse, eles estão sempre contentes, sorrindo, vivendo o momento, o agora. Eles não se importam com o passado ou com o futuro, só com o agora. A gente está aqui vivendo e isso é bom, assim que eles pensam. Viver toda essa energia por seis meses foi maravilhoso pra mim, porque você começa a aproveitar a vida de forma diferente.

carv

Quem mora longe do mar sabe como é duro ficar sem Surf. Ver uma revista gringa, escutar um hardcore pilhadeira, ver um filme do Steele deixa todo mundo numa fissura das grandes.

Pensando nisso tudo, os fissurados estavam atrás de um Skate o mais parecido do Surf possível. Em 1997, o surfista Brad Gerlach lança na Califórnia o Carveboard, uma prancha de madeira sob dois eixos que permitem inclinação de até 45 graus – para embalar e cavar como no Surf – e dois pneus que simulam a sensação de estar em uma onda.

Botar um Mp3 player e sair por aí no Carve é uma boa dica pra quem teve um dia complicado no trabalho/faculdade e quer se livrar dos problemas, trânsito ou só curtir mesmo. Ele faz bem pra quem pratica e ainda ajuda não poluindo.

Surf no asfalto: